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Cannes Lions

17 A 24 DE JUNHO DE 2017 | CANNES - FRANÇA

Análise Film: Ouros já foram mais brilhantes

Para Joanna Monteiro, CCO da FCB Brasil, em meio a um Festival de ideias puras e bem executadas, a área mais tradicional perde status e não apresenta ideias novas se comparada com anos anteriores


28 de junho de 2017 - 15h23

Joanna Monteiro

Por Joanna Monteiro, chief creative officer da FCB Brasil

Com o Grand Prix para “We’re The Superhumans”, da Blink Productions e da 4Creative de Londres para o Channel 4, o presidente do júri, Pete Favat, CCO da Deutsch North America, disse: “O filme está de volta. É o rei de novo”. Não sei se concordo.

O que eu achei que esteve levemente de volta neste ano foi a ideia pura e bem executada, independentemente da tecnologia. Mas não em Film, e sim em várias outras categorias.

Quer ideia mais sem tecnologia e inovação do que colocar a estátua de uma menina enfrentando a estátua de um touro em Wall Street? Na minha opinião, Film vem perdendo status e este ano perdeu também qualidade criativa. Falou-se muito sobre storytelling. Mas afinal, os filmes não foram sempre sobre contar bem uma história?

Não acho que “Five Year Plan” seja um jeito revolucionário ou mais legal do que era, para falar de Old Spice. Nem vejo ideia nova, apesar de um craft incrível, em “What Are Girls Made Of”, da Nike. Me lembrou “This Girl Can”, feito para o Sport England, que ganhou no ano passado. “The Truth is Hard to Find” para o The New York Times ganhar Ouro is hard de engolir depois de filmes para a mesma categoria como “Litany”, para o The Independent; ou “Three Little Pigs”, para o The Guardian. “Unlimited Courage” e “Unlimited Youth”, da Nike, não são dourados como “Unlimited Will”, da mesma campanha, que na execução deixa clara toda sua ironia.

As ONGs foram mais brilhosas e corajosas nas ideias além do craft: “Burns and Smiles” é uma ideia nova contada lindamente sobre um problema antigo. “The World’s Biggest Asshole” é outro filme contado de um jeito supercorajoso.

Não deve ter sido difícil escolher o GP. Ele é de longe o melhor filme deste ano. Brilhante desde o conceito, a ideia, a execução. Mas ainda comentando o que o presidente do júri disse, não acho que “nos últimos 10 anos as histórias ficaram escondidas atrás da tecnologia”. Acho que na verdade as histórias que ganharam Ouro já foram mais brilhantes.

“We’re The Superhumans”

“Five Year Plan”

“What Are Girls Made Of”

“The Truth is Hard to Find”

“Unlimited Courage”

“Unlimited Youth”

“Burns and Smiles”

“The World’s Biggest Asshole”

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