Campanhas eleitorais são um interessante laboratório para o trabalho que fazemos para marcas no dia-a-dia. Basta lembrar, por exemplo, como a primeira campanha de Barack Obama trouxe grandes aprendizados sobre o gerenciamento de comunidades e uso de plataformas sociais.

O Festival de Cannes está atento para isso. Neste ano o fórum “Creativity on the Stump: Communications and American Presidential Politics” reuniu no palco jornalistas do POLITICO e da Burson-Masteller para promover uma análise das iniciativas de comunicação de Donald Trump, Bernie Sanders e Hillary Clinton.

Para eles, o enorme engajamento que o atual ciclo eleitoral conquistou tem a ver não com promessas ou plataformas, mas sim com valores. John Harris, Co-fundador e editor-chefe do POLITICO, afirmou acreditar que campanhas presidenciais são ganhas através dos valores compartilhados entre o candidato e seus eleitores. Em suas entrevistas e discursos, Trump inquestionavelmente deixa claros seus valores. Sanders também mostra os seus valores em sua publicidade eleitoral, a partir de pessoas que tipificam seu eleitorado. Interessante observar que, nos dois casos, o recado que os candidatos passam é semelhante: uma insatisfação extrema, raivosa, com o status quo. Seus valores claramente não estão alinhados aos do atual governo. Porém, Trump consegue ser mais explícito, mais sincero em expressar essa revolta – e consegue se conectar melhor com as pessoas.

Outro pensamento interessante foi sobre a organização dos times das campanhas. Para Don Baer, chairman e CEO da Burston-Masteller, “quando falamos de organizações que seguem o modelo de start-ups dominando o mundo, aí está um bom exemplo: a campanha de Donald Trump tem entre 50 e 70 colaboradores e gastou até agora US$ 20 milhões do próprio bolso. Já a campanha da Hillary Clinton emprega 700 pessoas e já aplicou 160 milhões de dólares.”

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